Processo · Segurança e privacidade
Um portefólio recolhe poucos dados, mas recolhe. Basta um formulário de contacto para o RGPD passar a aplicar-se. Este artigo explica as decisões de segurança e privacidade deste site, e o que serve de exemplo para qualquer WordPress.
Privacidade por conceção, não por remendo
A abordagem mais simples é também a mais segura: não recolher aquilo de que não se precisa. Este site não usa analítica, publicidade nem rastreadores, e não carrega fontes ou scripts de terceiros, o que evita, à partida, enviar o endereço IP dos visitantes para servidores alheios.
Sobra o essencial: o formulário de contacto. E aí a regra é dizer claramente que dados são pedidos, para quê e obter consentimento explícito antes de os tratar.

Como está feito o formulário
O formulário é um plugin próprio, em vez de uma solução genérica, assim controlo exatamente o que acontece aos dados. As proteções são camadas simples que, juntas, resolvem a maioria dos abusos:
- Nonce confirma que o pedido partiu mesmo do site e não de um script externo (protege contra CSRF).
- Validação e sanitização cada campo é limpo e verificado por tipo antes de ser guardado.
- Honeypot um campo invisível que os humanos não preenchem e os robôs sim.
- Limitação de pedidos trava envios repetidos em cadeia.
- Escaping na saída nada do que é recebido é devolvido ao ecrã sem ser tratado.
Os contactos ficam guardados como conteúdo privado, visível apenas para administradores, mesmo que o email falhe, o pedido não se perde. E o envio faz-se por SMTP autenticado, com as credenciais fora do código.
As camadas que protegem o site

Ao nível do servidor, o site envia cabeçalhos de segurança (política de conteúdos, proteção contra clickjacking, controlo de permissões do navegador). São linhas discretas que reduzem bastante o que um atacante consegue fazer se algo correr mal.
O que continua a depender de quem administra
Isto é a parte honesta: nenhum plugin substitui manutenção. Continuam a ser responsabilidade do administrador:
- HTTPS em todo o site, com certificado válido.
- Palavras-passe fortes, únicas, e autenticação em duas etapas no administrador.
- Atualizações regulares do core, tema e plugins, a via de entrada mais comum é software desatualizado.
- Cópias de segurança testadas (uma cópia que nunca foi restaurada é uma esperança, não um backup).
- Base de dados com utilizador dedicado e privilégios mínimos, nunca
rootsem palavra-passe. - Acessos limitados a
wp-logine desativação da edição de ficheiros pelo painel.
RGPD na prática, sem drama
Para um site pequeno, cumprir o RGPD é sobretudo bom senso documentado:
- Ter Política de Privacidade e Política de Cookies acessíveis a partir de qualquer página.
- Pedir consentimento antes de tratar dados e não o considerar dado por adquirido.
- Guardar os dados o tempo necessário e permitir que sejam apagados a pedido.
- Saber onde estão os dados e quem lhes acede.
A pergunta útil é sempre a mesma: preciso mesmo deste dado? Se a resposta não for clara, o melhor é não o pedir. Menos dados significam menos risco, menos obrigações e mais confiança de quem visita.



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